RESPONSABILIDADE SOCIAL & CIDADANIA
EMPRESARIAIS: CONCEITOS ESTRATÉGICOS PARA AS EMPRESAS FACE À GLOBALIZAÇÃO
RESUMO
O presente estudo
visa introduzir o leitor no debate acerca da importância da responsabilidade
social e da cidadania empresariais como estratégia de posicionamento de empresa
e de produto e um diferencial competitivo das empresas face ao fenômeno da
globalização.
PALAVRAS-CHAVES
Responsabilidade
social empresarial, cidadania empresarial, globalização, estratégia,
competitividade, posicionamento, fidelização.
ABSTRACT
This work aims to discuss
the importance of social responsibility and corporate citizenship as a means of
strategic positioning for the company, and the consequent positive image
transfer to its products and brand name. This positioning provides a
competitive differential for the company within a market dynamic that is more
and more globalized.
KEY WORDS
Corporate social
responsibility, corporate citizenship, globalization, strategy,
competitiveness, positioning, loyalty.
INTRODUÇÃO
Iniciaremos este trabalho
usando a proposta de Lester Thurow para compreender as forças políticas,
econômicas e sociais que impulsionaram o mundo em direção à globalização. A
partir de um estudo da globalização faremos uma análise das suas implicações
frente ao mercado, ao cliente e ao produto do próximo milênio. O terceiro
tópico visa apresentar responsabilidade social e cidadania empresariais como
conceitos estratégicos na obtenção de vantagem competitiva face às implicações
negativas oriundas da globalização, ratificando a premissa de Philip Kotler que
"(…) à medida que os produtos forem se tornando mais iguais, a imagem
cívica de uma empresa talvez venha a ser um dos mais fortes fatores de
influência na preferência do cliente".[1]
O último tópico apresenta exemplo de empresas que através da responsabilidade
social e cidadania empresariais, estão buscando obter vantagem competitiva no
mercado.
O FENÔMENO DA GLOBALIZAÇÃO SEGUNDO LESTER
THUROW
A configuração do mundo como um sistema global é o
mais significativo acontecimento político, econômico e social das duas últimas
décadas.[2]
Assim, o homem após ter viabilizado várias e extraordinárias civilizações
individuais, passa agora a delinear a construção de uma aventura de dimensões
planetárias.[3] Daí, portanto
a percepção, hoje já bastante evidente, de que o mundo tornou-se um único lugar
para todos os seres humanos e que os principais problemas e alguns de seus
interesses mais relevantes adquiriram o caráter de questões mundialmente
interdependentes e globais.[4]
Face
ao exposto acima, podemos afirmar que o século XXI será dominado pelos
problemas relacionados com o surgimento, consolidação e hegemonia da
organização política, econômica e social globais.[5]
Podemos afirmar também que o fenômeno da globalização é muito mais o resultado
de uma longa, lenta e quase imperceptível evolução da sociedade moderna do que
o desfecho imediato e inexorável de um fato isolado, por mais relevante que ele
seja.[6]
Neste sentido, o trabalho mais amplo e a abordagem mais convincente sobre o
deslocamento do centro da articulação política, econômica e social dos Estados
nacionais para o âmbito mundial de que temos notícia foi formulado por Lester
Thurow, em seu livro, El futuro del
Capitalismo (Thurow, 1996)[7].
Este autor vai buscar nas ciências físicas e biológicas dois conceitos -
diríamos duas metáforas - que lhe possibilitam a compreensão das transformações
que deram origem ao mundo atual globalizado: respectivamente os conceitos de
placas tectônicas e de marcado equilíbrio. [8]
Bedin,
em sua obra infracitada[9]
utilizando-se do conceito ou - como
preferimos - da metáfora de Lester Thurow, afirma que (…) as forças econômicas,
políticas e sociais que formavam o magma propulsor do mundo moderno e o
mantinham dividido em um conjunto de Estados nacionais e soberanos, passaram a
impulsionar a partir de um determinado momento que é impossível de ser
especificado - o mundo em direção à globalização. Essa tendência que se
delineou aos poucos (…) produziu um salto quântico - (...) e no presente momento
[percebemos] que estamos vivendo uma nova realidade - não mais nacional, mas
sim, mundial. Este salto gerou, outrossim, um novo período de marcado
equilíbrio: a globalização se tornou uma realidade efetiva. (…) as forças que
impulsionaram o mundo em direção à globalização tornaram-se os
predadores-últimos-da-cadeia-alimentar, os mamíferos de nossos tempos
[contrapondo-se aos dinossauros do passado]. Segundo Thurow, as principais
forças [ou placas tectônicas] que conduziram o mundo em direção a globalização
foram:
1)
"Fim
do comunismo - deixando sem competidores o mundo capitalista;[10]
2)
A
emergência de uma era de indústrias de inteligência artificial [graças aos
avanços da tecnologia da informação e abrindo espaço para a era da nova
economia digital], resultando na desterritorialização da produção e da anulação
de qualquer vantagem competitiva;
3)
O
crescimento, deslocamento e envelhecimento da população mundial, modificando o
sistema capitalista;
4)
A
emergência de uma economia global, possibilitando que qualquer bem possa ser
produzido em qualquer parte e vendido em todo lugar;
5) A configuração do mundo como espaço político
multipolar sem um poder hegemônico (Thurow, 1996)".[11]
Face
ao dito acima, como afirma Octavio Ianni, o mundo, com a globalização
transformou-se (…) em um território de todo o mundo, (…) com fronteiras
abolidas, irrelevantes ou inócuas, (…) onde os meios de comunicação,
informação, transporte e distribuição, assim como os de produção e consumo
agilizam-se universalmente. [12]
As
conseqüências principais deste novo estado de coisas no mercado, produto e
clientes serão descritas a seguir.
GLOBALIZAÇÃO E SUAS IMPLICAÇÕES NO MERCADO, PRODUTO E CLIENTE
No
século XXI, o novo bate a nossa porta sob diversos nomes: mundo globalizado, ou
globalização do mundo (referindo-se aos aspectos econômicos), planetarização do
mundo (aspectos políticos), mundialização da cultura (aspectos culturais) - e
mais, modernidade-mundo, economia-mundo, mundo sem fronteiras, aldeia global,
sociedade informática, ocidentalização do mundo, sociedade de inteligência
artificial, fim da história, choque de civilizações, [13]
bit bang [14]- metáforas
do novo que trazem em seu bojo um ambiente empresarial mais competitivo e
volátil. Não apenas as empresas passaram a enfrentar a competição internacional
em larga escala [diminuição das barreiras], como ocorreram movimentos
constantes de fusões e aquisições em âmbito mundial ocasionando grandes
concentrações de empresas transnacionais [desterritorialização do mercado],
como ainda rápidas, frequentes e initerruptas mudanças e avanços tecnológicos
[nivelamento da tecnologia da informação], e ainda a desregulação dos mercados
[redução da soberania dos Estados nacionais]. Neste contexto produtos e
serviços viraram commodities e o
cliente tem ao alcance das mãos em qualquer lugar e a qualquer momento um
produto e/ou um serviço. Inseridos nesta realidade - capitalismo real de livre
mercado - o desafio que se apresenta às empresas é o de estarem aptas a
acompanhar e até antecipar se às novas configurações decorrentes da
globalização, é produzirem algum
diferencial que garanta vantagem competitiva sustentável no longo prazo. [15]
Ocorre
que os fatores caracterizadores de vantagem competitiva sustentável no longo
prazo, passam a ser ainda mais sutis: "(…) quando os produtos são
considerados similares - as pessoas percebem pouca diferença entre uma
Coca-Cola e uma Pepsi, entre um hotel Hyatt e um Westin, entre uma geladeira
General Eletric e uma Whirpool. Está ficando cada vez mais difícil ser
diferente, pois qualquer diferencial interessante tende a atrair imitações. Se
mais compradores começarem a insistir em comprar um carro seguro, mais
fabricantes de automóveis passarão a apresentar modelos mais seguros e
competirão mais diretamente com a Volvo. Portanto como uma empresa pode
conquistar uma diferenciação mais sustentável na opinião pública? Eu
argumentaria que uma base honestamente sustentável para a diferenciação é o
caráter cívico da empresa. (…) a imagem de uma empresa costuma persistir
durante longo tempo. Essas imagens em geral revelam forte carga emocional capaz
de criar vínculos com o cliente ou, no extremo oposto, afastá-lo. E bem pode
vir a acontecer que à medida que os produtos forem se tornando mais iguais, a
imagem cívica de uma empresa venha a ser um dos mais fortes fatores de
influência na preferência do cliente."
OBTENDO VANTAGEM COMPETITIVA ATRAVÉS DA RESPONSABILIDADE SOCIAL E
CIDADANIA EMPRESARIAIS
"Se
nos concentrarmos no ente coletivo chamado empresa, responsabilidade social
significa, por exemplo, tratar com dignidade os seus funcionários, fabricar
produtos adequados ao que se espera, prestar serviços de qualidade, veicular
propaganda verdadeira, promover limpeza no ambiente de trabalho, não sujar ruas
ou dificultar o trânsito, contribuir para as causas da comunidade, não explorar
mão de obra infantil, escrava ou de qualquer forma incapaz de se defender. Age
de forma socialmente irresponsável a empresa que não observa esse
comportamento". [16]
Mas
isto tudo significa dizer que, "se tudo é tão antigo, lógico e básico,
algo mudou para que o assunto responsabilidade social tomasse a relevância que
vem tomando"[17].
"De fato, o que mudou é que há muita disponibilidade de produtos e
serviços no mundo, todos feitos com tecnologia e materiais semelhantes e preços
parecidos. A diferença entre ter ou não ter a preferência do cliente ficou mais
sutil, especialmente porque o cliente também é parte da mesma comunidade da
empresa e trocar informações a respeito dessa empresa e decidir-se ele próprio,
com responsabilidade social, isto é, prestigiando produtos e serviços de
empresas socialmente responsáveis de acordo com o seu próprio critério.
Eis
aí a mudança. A coletividade quer comprar produtos e serviços de empresas que
não poluem, não fazem propaganda enganosa, contribuem para a melhor qualidade
de vida. Responsabilidade social, hoje, pode ser a diferença entre vender ou
não vender, sobreviver ou não. Responsabilidade social é, portanto, conceito
estratégico e quem não enxergar isto vai rapidamente deixar o convívio social,
isto é, vai sair do mercado".[18]
EMPRESAS
SOCIALMENTE RESPONSÁVEIS / EMPRESAS-CIDADÃS
De
acordo com Melo Neto e César Fróes, a cidadania empresarial é um novo conceito
decorrente de um movimento social internalizado por diversas empresas e que tem
por objetivo conferir uma nova imagem empresarial àquelas empresas que se
convertem em tradicionais investidoras de projetos sociais. [19]
Uma empresa-cidadã tem no seu compromisso com a
promoção da cidadania[20]
e o desenvolvimento da comunidade os seus diferenciais competitivos. Através do
exercício da cidadania, a empresa se diferencia de seus concorrentes
porque reforça sua imagem institucional
[principalmente através do apoio da mídia espontânea e da sinergia com o consumidor
que se identifica com a empresa sob o prisma do exercício da sua própria
cidadania] e ainda promove a fidelização aos seus produtos[21].
Isto porque:
1.
Tem
uma nova postura empresarial [ganhos de imagem institucional] - investe
recursos financeiros, tecnológicos, mão-de-obra em projetos comunitários de
interesse público;
2.
Ganha
a confiança, o respeito e a admiração dos consumidores [sinergia com o
público].
ESTUDO
DE CASO: CREDICARD S/A.
CARTÕES
DE CRÉDITO CREDICARD BRP & CREDICARD COSELLI MASTERCARD
Os cartões de crédito
Credicard BRP e Credicard Coselli MasterCard são fruto de uma parceria de
exploração de mercado entre dois grupos empresariais: de um lado a Credicard
S/A., maior administradora de cartões de crédito no país e do outro o Grupo
Adriano Coselli S/A., o maior atacadista do interior do Estado de São Paulo.
Os cartões acima foram
relançados em dezembro último, através de um evento envolvendo as duas
instituições e o Projeto Aprendiz[22],
desenvolvido pelo jornalista Gilberto Dimenstein.
O objetivo do relançamento dos cartões através de um evento de
responsabilidade social e cidadania, foi "reforçar o compromisso de
desenvolvimento e crescimento com a comunidade"[23]
e promover espaço e oportunidade para que a comunidade de Ribeirão Preto
[região de atuação do Grupo e público alvo para venda dos cartões], pense na
sua responsabilidade pela construção de um mundo melhor e esteja pronta para
atuar ativamente no desenvolvimento de uma sociedade que se caracterize pelo
ético e pelo compromisso com o desenvolvimento humano. [sinergia com o público].
Por decisão das empresas, um
percentual do faturamento dos cartões será destinado a projetos de
responsabilidade social - para garantir a continuidade dos projetos. Destinar
parte do faturamento dos cartões para projetos de responsabilidade social tem a
finalidade também de alavancar o crescimento dos produtos no mercado[24]
[por partir da premissa de que se um consumidor tiver que optar entre dois
produtos similares de marcas diferentes, sendo um dos produtos associado aos
conceitos de cidadania & responsabilidade social - o consumidor irá preferir aquele com cidadania &
responsabilidade social e se manterá fiel a ele - fidelização][25].
Para obter o diferencial de
que fala Porter: "a criação de uma posição singular de grande valor
(…)" é importante entender o conceito de posicionamento.
Posicionamento de acordo com
os autores Al Ries e Jack Trout "inicia-se com um produto, uma peça de
propaganda, um serviço, uma empresa, uma instituição, ou mesmo uma pessoa.
Posicionamento é o que você faz na mente do consumidor, ou seja, você posiciona
o produto na perspectiva do consumidor [diferencial competitivo], de maneira
que este consumidor ao ser exposto ao produto ou mensagem, já terá uma
referência em sua mente. [Ainda para os autores], existe na sociedade atual, um
excesso de mensagem e comunicação com o objetivo de chamar a atenção do
consumidor, e quanto mais o consumidor é bombardeado por estas mensagens, mais
seletivo ele fica, filtrando aquilo que vai ficar gravado em sua memória.
[Portanto, eles acreditam que], para se ter sucesso nesta sociedade
super-povoada pela comunicação, e empresa deve se certificar que criou uma
posição na mente do cliente."[26]
Em função da dinâmica do
segmento de cartões de crédito, no que se refere a mercado, produtos e clientes,
tornou-se fundamental entender e obter um posicionamento, seja no produto, seja
na imagem institucional da empresa.
O diagnóstico do segmento de
cartões brasileiro apresenta do ponto de
vista dos mercado, as seguintes características:
1.
Forte
concorrência com acirramento da competição principalmente devido à entrada de
competidores bancários nacionais e internacionais e também competidores
não-bancários.
2.
Dada
a dificuldade de ampliar a base de clientes através da descoberta de novos
portadores que tenham bons históricos de crédito ou que ainda não estejam com a
carteira cheia de plásticos; os emissores de cartões de crédito estão dando
ênfase a estratégias de manutenção e fidelização da conta.
3. Necessidade de segmentação a mercados cada vez
menores [trabalhando com a identificação de um grupo de clientes com
características comuns - Ex: Regionalização] para garantir a diferenciação.
4.
Avanço
tecnológico para o segmento de cartões de crédito significa: o uso de bases de
dados com variáveis demográficas dos clientes para análise de feedback do
cliente para redefinição de produtos e serviços e tomada de decisões on-line;
expansão dos serviços virtuais (e-mail, e-commerce, e-business, e-services,
etc) devido à tecnologia mais avançada em hardware e software ampliando a
utilização do cartão mas ao mesmo tempo tornando o produto, cada vez mais
commodity. [27]
Do ponto de vista do cliente temos que
considerar que dado o acirramento da competição, associado à característica
commodity do produto a fidelidade à marca está em declínio.[28]
CONCLUSÃO
Entendendo-se estratégia como a busca por um
diferencial - uma posição singular no mercado - e posicionamento como a
ocupação de um lugar na mente do cliente, a pergunta que nos fazemos é:
"como se faz para chegar na frente?"
A proposta que estamos apresentando através do estudo
de caso (Credicard S/A., BRP e Coselli ) é a seguinte: "dê uma boa
impressão ao cliente que nunca comprou - trabalhando os conceitos de
responsabilidade social e cidadania empresariais, pois ao fazer isto, a empresa
terá a oportunidade de causar uma boa impressão ao mercado e ao potencial
cliente, antes mesmo de o cliente comprar.
Responsabilidade social e cidadania empresariais podem
ser consideradas conceitos estratégicos às empresas, à medida que estas vêem-se
frente a uma dinâmica de mercado cada vez mais globalizada e portanto mais
competitiva, mais volátil, mais commoditizada em produtos e serviços porque em
futuro próximo, como afirma Stephan Kanitz, "não será o produto que terá
que ter conteúdo, é a empresa.". [29][E
ainda], - que esta história de que Omo lava mais branco, isto é referente a
produto e você tem de ter conteúdo na empresa" seria como dizer:
"olha em relação a qualquer produto que eu fizer, você pode ficar
tranqüilo, que esta empresa é séria. Nós somos sérios em tudo o que
fazemos". Esta, portanto, é a imagem que uma empresa tem que vender, tem
que primeiro ser conhecida, causar uma primeira boa impressão. Essa primeira
boa impressão tem que vir antes do produto ser comprado pelo potencial consumidor,
que mesmo antes de comprar, já sai ao mercado com uma opinião formada da
empresa [posicionamento].
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[1] Philip Kotler, "Competitividade e Caráter Cívico". In:
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Foundation (organização), A organização
do futuro:Como preparar hoje as empresas de amanhã, p. 175.
[2]Gilmar Antônio Bedin. "Estado, Cidadania e Globalização do Mundo:
algumas reflexões e possíveis desdobramentos". In: Odete Maria de Oliveira
(Coord.). Relações Internacionais e
Globalização., p.134.
[3]
Id.
[4]
Id.
[5]
Id.
[6] Afirmação debatida no desenvolvimento posterior do texto forças ou
placas tectônicas, que conduziram o mundo à globalização.
[7] Lester Thurow, El futuro del capitalismo.
Barcelona: Ariel Sociedad Económica, 1.996. Apud: Gilmar Antônio Bedin, op.cit.
p.135.
[8] Segundo Thurow, o conceito de marcado equilíbrio
pode ser entendido da seguinte maneira: "normalmente la evolución avanza a
un paso tan lento que no es perceptible a la escala humana del tiempo.
Normalmente, el predador-ultimo-de-la cadena-alimentaria, las especies de la
supervivencia del más furte, solo se convierten en las más dominantes: más
grandes y mas fuertes. Sin embargo, ocasionalmente ocurre algo que los biólogos
conocen como el marcado equilibrio. Inesperadamente le medio cambia y las que
han sido las especies dominantes se extinguen rápidamente para ser reemplazadas
por otras especies. La evolucion da un salto cuántico. La selección natural,
que enormalmente actúa en la periferia, de repente altera el núcleo del
sistema. (…) el ejemplo más conocido es, naturalmente, el los dinossaurios. En
la historia del hombre son manifiestas las épocas de marcado equilíbrio (…) en
la actualidade, el mundo se halla en un período de marcado equilibrio
[globalização], (…) provocado por los movimientos simultáneos de cinco placas
tectónicas económicas. Al final del período surgirá un nuevo desafío con nuevas
normas que requerirán nuevas estrategias. (…) Habrá quienes compreenderán el
movimiento de las placas tectónicas económicas. Ellos se convertirán en los
depredadores-ultimos-de-la-cadena-alimentaria, los individuos, las empresas o
las naciones más fuertes. Históricamente, ellos serán considerados como el
equivalente económico de los mamíferos. (Thurow, 1996,
p.15-6)
[9]
Passim. In: Gilmar Antônio Bedin. Op.cit.
[10] "A queda do comunismo, que levou 1,9 bilhão de pessoas (um terço
da população mundial) a se juntar ao sistema capitalista.". "O futuro
do capitalismo". HSM Management 9 julho-agosto 1998. P.129
[11] Gilmar Antônio Bedin. "Estado, Cidadania e Globalização do Mundo:
algumas reflexões e possíveis desdobramentos". In: Odete Maria de Oliveira
(Coord.). Relações Internacionais e
Globalização., p.137.
[12] Octavio Ianni, A era do globalismo. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 1996, Octavio Ianni, A sociedade global. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 1996. Octavio Ianni, Teorias da globalização, 4º ed.Rio
de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996. Apud: Gilmar Antônio Bedin.
"Estado, Cidadania e Globalização do Mundo: algumas reflexões e possíveis
desdobramentos". In: Odete Maria de Oliveira (Coord.). Relações Internacionais e Globalização.,
p.138.
[13] Gilmar Antonio Bedin. Op.cit. p.124.
[14] "A Terceira Revolução Industrial" ou "Bit Bang" é o
caminho da sociedade industrial para a sociedade da informação. O foco aqui é
em aquisição, armazenagem, processamento, trasnmissão, disseminação e uso da
informação e do conhecimento, incluindo as crescentes opções técnicas para as
comunicações". Rita Süssmuth, "A capacidade futura da
sociedade", p.41. In: Frances Hesselbein et al. (editores), tradução: Bazan Tecnologia e Linguística. A comunidade do Futuro. São Paulo. Ed. Futura, 1998.
[15]"Há na atualidade uma crescente
complexidade do ambiente organizacional. Os sobressaltos no ambiente interno e
externo das organizações, com suas mudanças abruptas e constantes, na
estrutura, na tecnologia e nos relacionamentos, dificulta a definição da
estratégia empresarial. E a definição de uma estratégia empresarial torna-se
vital para as empresas a medida que analisada segundo a visão de Porter (1996)
coloca estratégia como "a criação de uma posição singular com grande valor
que envolve um conjunto diferente de atividades que [materializadas significam]
(…) vencer a corrida e tomar para si determinada posição". O
posicionamento estratégico tem para Porter uma essência básica que é a escolha
das atividades que sejam diferentes das dos concorrentes. Isto garante o que
chama de diferencial de competitividade - a vantagem competitiva".
In:Antônio Vico Mañas, "As alternativas estratégicas e as empresas
brasileiras do próximo milênio, p. 99.
[16] Garcia, Ademerval. "Responsabilidade social não é ajuda, é respeito".
Gazeta Mercantil". Interior Paulista. 23/11/1.999.
p.2.
[17]
Id.
[18]
Id.
[19] Francisco Paulo de Melo Neto, Cesar Fróes. Responsabilidade Social & Cidadania Empresarial: A Administração do
Terceiro Setor, p. 98.
[20] "A concepção de T.H.Marshall, tornou-se clássica na conceituação
de cidadania, enquanto direito a ter direitos. Para Marshall, a cidadania seria
composta dos direitos civis e políticos - direitos de primeira geração -, e dos
direitos sociais - direitos de segunda geração. Os direitos civis, correspondem
aos direitos individuais de liberdade, igualdade, propriedade, de ir e vir,
direito à vida, segurança etc. Os direitos políticos dizem respeito à liberdade
de associação e reunião, de organização política e sindical, à participação
política e eleitoral, ao sufrágio universal etc. Os direitos de segunda geração
foram conquistados no século XX a partir das lutas do movimento operário e
sindical. São os direitos ao trabalho, saúde, educação, aposentadoria,
seguro-desemprego, enfim, a garantia de acesso aos meios de vida e bem estar
social. (Marshall, 1967). Os direitos de terceira geração têm como titular não
o indivíduo mas os grupos humanos - é o caso do direito à autodeterminação dos
povos, direito ao desenvolvimento, direito à paz, direito ao meio ambiente,
etc. Hoje já se fala de direitos de quarta geração. São eles: relativos à
bioética, para impedir a destruição da vida e regular a criação de novas formas
de vida em laboratório pela engenharia genética. "In: Listz Vieira, Cidadania e Globalização. Record. pp 22 - 23.
[21] Uma pesquisa recente desenvolvida nos EUA pelos institutos Cone
Communications e Roger Group demonstrou que 76% dos consumidores preferem
marcas e produtos envolvidos com algum tipo de ação social, desde que eles
tenham preço e qualidade competitivos. Cláudia Vassalo. "Fazer o bem
compensa?" , Revista Exame, 22/04/98, p.26. In: Francisco Paulo de Melo
Neto, op.cit. p. 99.
[22] O projeto Aprendiz é uma associação sem fins lucrativos que tem por
objetivo promover a educação para a cidadania. Mantém um site na Internet a
respeito de educação, cidadania e mercado de trabalho (www.aprendiz.com.br). O
projeto Aprendiz, a Credicard e o Grupo Coselli estabeleceram uma parceria para
que no relançamentos dos cartões de crédito dos dois grupos empresariais, fosse
realizado um projeto apoiando a cidadania & a responsabilidade social.
[23] "Com este projeto, estamos criando, em parceria com a Credicard,
um diferencial para nossos cartões; o compromisso a cidadania e o
desenvolvimento da comunidade", diz Nelson Rocha Augusto, presidente do
Banco Ribeirão Preto durante coletiva de imprensa em 7/12/99. " O Diário
de Ribeirão Preto, 8/12/1999.
[24] Depois de dois anos de atuação, o Grupo Coselli conseguiu adesão de 5
mil clientes, "e quando os cartões começaram a ser associados ao Projeto
Aprendiz, nos últimos três meses, dobramos nossa clientela", garante
Nelson Rocha Augusto, presidente do BRP. "Coselli e Credicard vão operar
cartões que apóiam cidadania". Gazeta Mercantil - Interior Paulista.
8/12/1999.
[25] "O que é Fidelizar clientes? Para a empresa fidelizar é
transformar um comprador eventual em um comprador frequente, que retorna e até
divulga a empresa, de maneira a criar um relacionamento de longo prazo,
estabelecido sobre bases sólidas o suficiente para resistir à pressão do tempo
e do mercado."Thelma Rocha e André Veloso. In: A hora da recompensa: Como
obter sucesso através dos programas de fidelização. p. 48.
[26] Al
Ries e Jack Trout. In: How to be seen and
heard in the overcrowded marketplace. Positioning: The battle for your mind. Warner
Books, 1990. Passim.
[27] Fonte: Credicard. 1.999.
[28] Id.
[29] "A descoberta do Terceiro Setor." Meio &
Mensagem. 15/11/1999.